Coordenadora:

Profa. Dra. Jurilza Maria Barros de Mendonça  

O envelhecimento populacional é um tema presente no cenário mundial, porém  ele se deu de forma desigual em regiões diferentes: os países desenvolvidos levaram mais de um século para envelhecer enquanto nos países em desenvolvimento como o Brasil, foram apenas três décadas. De acordo com dados da PNAD de  2014, já são quase 28 milhões de pessoas com 60 anos e mais de idade e as projeções demográficas indicam que o Brasil será o sexto país em população idosa do mundo em 2025.


Os governos e a sociedade ainda não despertaram para seriedade do envelhecimento populacional. Existem legislações específicas que asseguram os direitos às pessoas idosas, que dispõem sobre planos, projetos, benefícios e serviços. Mas, a dificuldade está em efetivar as políticas sociais destinadas a esse público alvo.


A magnitude das mudanças sociais que estão ocorrendo em decorrência do envelhecimento populacional têm repercutido no âmbito econômico, no mercado de trabalho, nas aposentadorias e pensões, assim como nos sistemas de saúde, educação transporte, lazer e nas relações intergeracionais.


Vale salientar a importância do caráter transversal do tema envelhecimento, o qual requer ações intersetoriais e articuladas nas áreas da saúde, assistência social, previdência, esporte, educação, cultura, entre outras, com vistas a proteção social integral, assim como não poderá deixar de  considerar o comprometimento do Estado e da sociedade  com o bem-estar das pessoas idosas.


São poucos os que se interessam nos estudos e pesquisas na área de gerontologia. Em vista disso, e levando em conta a relevância do tema, o NEPPOS criou uma linha de pesquisa sobre envelhecimento e intergeracionalidade, tendo como fio condutor o impacto das políticas sociais com o envelhecimento populacional. Os  países de capitalismo central primeiro enriqueceram para depois envelhecer; no Brasil o fenômeno ocorreu de maneira oposta, ou seja, está em pleno acelerado processo de envelhecimento populacional e, ainda, ocupando um lugar periférico no capitalismo.